Tecnobrega: lixo em forma de música
Já houve criação humana mais horrorosa em matéria de música do que o tecnobrega? Eu não conheço. A rigor, esse gênero nem pode ser enquadrado na condição de música. Não tem harmonia nem melodia. O ritmo é tão pobre quanto o de um bate-estaca. Uma voz esganiçada geme como se tivesse dado uma topada. Uma voz eletrônica interrompe o – digamos assim – cantante para anunciar qualquer coisa. Ao fundo, um ruído eletrônico remete o ouvinte à cacofonia do inferno. Quem submete seu ouvido a essa monocórdia repetição de um cantochão primal jamais virá a saber o que é música.
Servir de cenário para o surgimento dessa monstruosidade antimusical não consagra de vez o Pará como a terra do barulho e Belém como a sua lídima capital? De fato, o paraense tem uma propensão natural para ouvir música, cantar e dançar. A vertente verdadeiramente musical dessa tradição fecundou compositores, músicos e cantores em atividade como Nilson Chaves, Vital Lima, Alcyr Guimarães, Sebastião Tapajós, Nego Nelson, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Andréa Pinheiro e muitos outros.
Mas outra vertente foi progressivamente empobrecendo uma matriz que já era limitada. A música paraense de raiz é monótona, repetitiva, dominada pela marcação do ritmo, que cada vez mais sufoca as outras partes (mais relevantes) da composição. Ouve-se com deleite três números de carimbó. A partir daí, a exaustão vem rápido. Um disco inteiro de carimbó demarca na audição a exigência de quem ouve. Uma festa só de brega é passaporte para o rebaixamento do gosto. Uma única música de tecnnobrega é tortura auditiva. Com o som estourando o registro dos decibéis, é poluição humana certa.
A cidade é tomada todos os dias e inundada nos fins de semana por essa agressão de barulho, que também dá sua contribuição à violência geral. Contando, para a consumação do crime, com o disfarce da cultura popular. A tolerância geral para esse tipo de maneirismo não minimiza a gravidade da agressão. Só a torna menos perceptível. E, justamente por isso, mais letal. Corrói aos poucos, aniquila a sensibilidade, deforma o gosto.
Lúcio Flávio Pinto [Jornal Pessoal - janeiro de 2009]
Não só concordo com o Lúcio, como também acrescento outros argumentos que sustentam a tese de que tecnobrega é um lixo. Ultimamente a criatividade dos “compositores” ou “plagiadores” está em declínio. Se antes tínhamos as letras sem sentido, agora temos letras de músicas de outros estilos, como forró, sertanejo, rock e até música gospel. Fazer versões de música gospel é um verdadeiro sacrilégio para alguns, imagine uma música que fala de Jesus tocando em um ambiente onde as pessoas consomem bebidas alcóolicas e até drogas ilícitas. É uma confusão de valores. Além de copiarem a música na íntegra, ainda desvirtuam a mensagem.
A maioria das festas de tecnobrega ocorrem na periferia da cidade e abusam do volume, além de atrair mais violência, já que é comum alguns “frequentadores” delinquentes roubarem para consumir os “baldes” de cerveja, não é a toa que os crimes aumentam justamente nos finais de semana. Assim como ocorre nas favelas cariocas, os traficantes também atuam na contratação dessas festas, uma forma de lavar dinheiro “sujo” e também como co-patrocinadores para impulsionar a venda de entorpecentes aos viciados que vão a esse tipo de festa.
Em Belém houve uma tentativa de atrair um público diferenciado para as aparelhagens, o público da classe média, que consome muito e gera bastante lucro para os empresários da noite, mas a moda não pegou, já que o tecnobrega é estigmatizado. Basta sair a noite e ver quantos lugares frequentados pelos “baladeiros” tocam brega: nenhum!
Na música brasileira e mundial há muita porcaria, cabe a nós colocarmos um filtro em nossos ouvidos e selecionar o que é e o que não é música de verdade.

É incrível como o bem-estar de alguns aguça a inveja e a falta de humor de outras pessoas. Sentem-se ofendidos por besteira e acabam tentando desprezar algo que não conhecem e/ou que pouco tem informação. Um exemplo claro disso é este cidadão dizendo que estas festas só ocorrem em periferias, quando, na verdade, ocorrem não só em periferias, mas em toda casa de show espalhada pela grande Belém e do estado do Pará. As pessoas que freqüentam estes ambientes são das mais diversas classes sociais, mas o intuito é o mesmo, o de se divertir, dançando este estilo musical tão contagiante que é o TECNOBREGA, que só alguns afetados que não tem mais o que fazer além de reparar no quintal alheio, é que não o suportam (como se isso fizesse alguma diferença para as pessoas que freqüentam as aparelhagem ou que curtem o MELLODY, como chamamos aqui). Outro ponto, meus caros, é que em qualquer região do Brasil encontramos ritmos diferentes que expressam os mais variados sentimentos nas pessoas, mas que, não necessariamente, seja por causa da letra rebuscada ou do arranjo erudito (ou vão querer me convencer que o funk é a casa da letra informativa e da melodia harmoniosa?). Ademais, senhores recalcados, mando uma mensagem em nome dos TECNOBREGUEIROS de Belém: CUIDEM DAS SUAS VIDAS E PROCUREM UMA MULHER PRA NAMORAR, POR QUE ACHO QUE O PROBLEMA DE VOÇÊS É FALTA.
PS: lixo é o que tem dentro da cabeça de algumas pessoas que tentam denegrir a imagem de outrem.
Raymundo Júnior
07/10/2009 at 7:57 PM
Bom O que dizer dessa matéria? Esse autor é um velho idiota, babaca, que não sabe escrever coisas mais interessantes, então vive falando mal da liberal. Agora entendo o porque ele faz isso,o talento dele deve se restringir a isso. Quando ele decide falar de outro assunto vem merda! Pois se ele fosse tão inteligente o quanto se diz, não seria preconceituoso e respeitaria a opinião dos outros… então quer dizer que só o que agrada aos ouvidos dele é musica? só porque ele é da idade da pedra acha que todos devem agir igual? volte a escrever sobre a liberal esse é seu único talento…
allan
01/01/2010 at 4:22 PM
gente como pode? uma pessoa dizer que nao gosta de uma coisa sem ao menos conhecer?? tecnobrega é um estilo muito legal eu gosto!!! e nada de dizer que esse estilo so tem em periferias isso é patetico…
tentem conhecer para depois discriminar! dã
aline
09/18/2009 at 10:12 PM
vc que é o ritimo mais horrorozo do mundo, mas não so do mundo: DO UNIVERSO TAMBEM, tecnobrega é tudo de bom! Se vc não gosta do tecnobrega, então NÃO RECLAME! SEJA QUEM COLOCOU ESTE COMENTÁRIO IDIOTA NESTE SITE, TIRE-O AGORA! Eu falo isto com muito orgulho! De Larissa
larissa
11/13/2009 at 5:21 PM
Sou eu de novo reclamando para vc tirar este COMENTARIO V do google. vc já ouviu Djavu pelo menos? viu como eles mandam bem na musica? vc é surdo ou o que? TODO MUNDO TEM DIREITO DE DAR SUA OPINIÃO, MAS A SUA É UMA OPNIÃO É UM LIXO! A ALINE ESTÁ CORRETA, O TECNOBREGA É D +!
larissa
11/13/2009 at 5:29 PM
Esse seu texto medíocre resumi-se em preconceituoso . O preconceito musical é uma das piores coisas que existe . Muitos desses compositores que vc citou compunham simples letras e músicas que são consideradas “geniais” . Na sua opnião , o Tecnobrega tem letras horríveis e que não devem nem ser chamadas de “música” mas se qualquer cantor , considerado “gênio , maravilhoso” cantar exatamente a mesma coisa passa a ser uma obra-prima .
Yasmin
12/08/2009 at 3:36 AM
Tecnobrega… Engraçado como esse estilo se tornou hypado entre os universiotários boyzões. O pessoal fala muito desse papinho politicamente correto de merda, de preconceito musical. Eu não tenho preconceito com tecnobrega, forró, axé, funk carioca… Eu tenho ódio dessas merdas mesmo. Ainda mais morando na periferia, onde 90% do pessoal ouve esse lixo. É muito engraçado e triste ao mesmo tempo achar que só por que um gênero faz sucesso nas camadas mais populares o cidadão seja obrigado a reconhecê-lo como manifestação cultural legítima. Há uma patrulhinha virtual de uns filhos da puta que sempre batem nessa tecla, analisando a música não pelos ouvidos, mas por essa troça sociológica pseudoesquerdista do caralho. Mesma ladainha de que essa música é a o grito dos excluídos… Ah, vão pro caralho. Mudem o lado do disco, seus babacas.
Ricardo
12/13/2009 at 12:59 PM
Tecnobrega é música, assim como o ruído produzido por uma máquina industrial. Mas nem toda música é arte. Para ser arte, tem que ter valor estético, e no caso da música, a estética está na harmonização e no ritmo, que quanto mais rebuscados e eruditos, mais tornam a música uma arte. Tecnobrega é artisticamente inexpressivo: o ritmo é sempre o mesmo e a harmonização é desnecessária pois bastam 3 acordes para se ter uma composição. Verdade seja dita: o gosto musical do povo é reflexo da educação que recebe.
Mauro
12/14/2009 at 12:21 AM
tecnobrega é lixo musical tenho vergonha de isso no Pará, é lixo, não conhcem boa musica. simples, essa porcaria não ganha o mundo, por que não presta. É o lixo do povo iletrado paraense.
paulo
03/14/2010 at 9:55 PM
Não sabem nem criar musica, é simples imitação de musicas americanas, de cantoras como beyonce entre outras isso, prova que é uma sub cultura.
paulo
03/14/2010 at 9:56 PM
Eu acho o comentarios de certas pessoas horriveis,o tecnho brega é um ritmo paraense aceita meu amor!o brasileiro é uma coisa triste mesmo! assim como certos paraenses não aceita suas raizes, i não tem estruta no mundo como o altaa onde os djs tocam, é ridiculo esses preconceitos.E pra falar a verdade essas musicas americanas tradzidas são uma merdaa! (beyonce kkkk)palhaçada
julianne
04/23/2010 at 2:08 PM
A e só por que sou paraense sou obrigado a gostar desses lixos !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Paulo steffano
05/16/2010 at 10:28 PM
SOU PARAENSE DA TERRA, MAS DETESTO TECNOBREGA, AS MUSICAS SÃO DE PÉSSIMO GOSTO, PURO PLÁGIO,UMA CÓPIA DE SONS DE OUTROS CANTORES, TRANSFORMADAS EM PURAS ABERRAÇÕES, INFELIZMENTE A POPULAÇÃO ESTÁ PERDENDO O GOSTO PELAS MUSICAS QUE DE FATO TEM ALGUM CONTEÚDO. OUTRO DIA PERGUNTEI HÁ UM DESSES QUE FREQUENTAM ESSAS FESTAS RIDICULAS DE APARELHAGEM,QUEM ERA RAUL SEIXAS E ELE RESPONDEU QUEM”"”"”"”"”"”, NINGUÉM MERECE!!!!!
SONIA
05/20/2010 at 9:17 PM
Sem negar as influências que a música brega paraense recebeu do rock dos anos sessenta, e dos ritmos caribenhos, como o merengue e a cumbia (captados na capital paraense via transmissão de rádios AM), o que se apresenta hoje como legítima representante da identidade cultural da periferia de Belém é um tipo de música (podemos chamar tecnobrega de música?) que, se não rompeu com todas as influências do passado, não se preocupa em manter nenhuma relação com elas, fundando-se exclusivamente nas premissas do consumo da Indústria Cultural. Não interessa e nem cabe discutir aqui a questão do movimento tecnobrega ter se estabelecido como um segmento de mercado sem o apoio das grandes gravadoras, estações de rádio ou emissoras de televisão, pois ao se estabelecer como segmento de mercado, se comporta como tal, perseguindo vorazmente o lucro e a massificação do consumo a qualquer custo, como admitem seus próprios produtores no documentário “Brega S/A” de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho. Nele personalidades do movimento tecnobrega admitem, sem muitos constrangimentos, que se trata de música descartável e sem grandes elaborações melódicas e poéticas. Isso se confirma sem muito esforço a todo aquele que tiver disposto a se submeter à tortura sonora, aceitando ouvir o refrão de qualquer tecnobrega de sucesso do momento (Me recuso a reproduzir aqui, ainda que trechos de qualquer uma dessas músicas).
Então, pergunto: que identidade cultural é essa que esta sendo construída na periferia de Belém? Quais seus verdadeiros propósitos? Quem as constrói? É a identidade cultural do povo da periferia de Belém ou é uma identidade forjada para o povo da periferia de Belém? Popular ou populariza?
Edson Fernando
05/24/2010 at 1:24 PM
Saldades do carimbó,siriá que fiseram sucesso até na europa.
Sou um dos caras que mais sofre com isso,pois sou visinho de cinco aparelhagens aqui na minha rua.Durma com esse barulho!…
Coitado dos turistas!
Mendes
07/19/2010 at 8:51 AM
Quem defende o tecnobrega e ataca a grande mídia não tem consciência da realidade em volta. Com muita facilidade, o tecnobrega entrou nos espaços da mídia golpista pela porta da frente. Desde o próprio O Liberal, que fez defesa entusiasmada ao ritmo, até mesmo as temíveis Organizações Globo e Folha de São Paulo.
Me dá vontade de servir os jornais impressos O Globo e Folha e mais a revista Época para dar para os defensores do tecnobrega comerem, já que estamos na hora do almoço.
Alexandre Figueiredo
08/25/2010 at 3:46 PM
Falta de cultura, falta de bom gosto, falta de respeito, falta de bom senso, falta de escrupulo, e falta de tudo o que é bom. Assim se resumo minha definição sobre o TECNOBREGA.
ABAIXO A CULTURA DO LIXO!
Só uma perguntinha: Quem de vocês que postou mensagem à favor do tecnobrega tem formação músical??? Quem habilita vocês à discutirem música???
MORTE AO TECNOBREGA!!!
Lucio Araujo
10/10/2010 at 7:49 PM
Só tenho uma coisa pra dizer: o tecnobrega nunca precisou e nunca vai precisar dos intelectuais de plantão pra continuar existindo.
Jaloo
04/20/2011 at 4:01 AM
Na verdade o brega tem esse conteudo nada artistico por causa dos lugares de onde provem, que são as periferias, pois é quase que de uma maneira inocente que esses compositores/plagiadores produzem esse tipo de letra. Por isso atrai tantos semelhantes descerebrados que pulam iguais a macaquinhos numa histeria generalizada e sem pudores, com direito a encherem a cara e sairem para o arrastão depois que a festa acabar.
Enfim. O lugar a onde os assaltantes, drogados, traficantes e etc , vão para se reproduzir, assim, garantindo a perpetuação da espécie, que são os bregueiros.
;=)
Rafael Delmont
05/02/2011 at 4:37 PM